Filmes

São Simão, Adeus – Direção de Mário Kuperman

Mais ou menos 40 anos depois da inauguração da Usina Hidroelétrica de São Simão (1978), compus minha primeira música pretensiosamente sertaneja sobre a poesia do amigo Paulo Nunes. A canção chamou-se “A Queda” ( faixa 11), em reverência ao Canal de São Simão que existia no rio Paranaíba, o qual implodido arbitrariamente para a construção da referida usina. Antes de nós, que não tivemos o privilégio de atravessar ou ver o canal, o diretor Mário Kuperman realizou o curta-metragem “São Simão, Adeus” (1978). Ei-lo aqui, clicando no link –  https://www.youtube.com/watch?v=CWtDqu9Wr9w

 

Narradores de Javé – Direção de Eliane Caffé

Somente uma ameaça à própria existência pode mudar a rotina dos habitantes do pequeno vilarejo de Javé. É aí que eles se deparam com o anúncio de que a cidade pode desaparecer sob as águas de uma enorme usina hidrelétrica. Em resposta à notícia devastadora, a comunidade adota uma ousada estratégia: decide preparar um documento contando todos os grandes acontecimentos heróicos de sua história, para que Javé possa escapar da destruição. Como a maioria dos moradores são analfabetos, a primeira tarefa é encontrar alguém que possa escrever as histórias.

Aboio – Direção de Marilia Rocha

Quando o homem formou o primeiro rebanho, ele começou a procurar uma maneira de ser compreendido pelo gado e uma das formas encontradas foi o canto. No Brasil, esse canto é chamado de aboio e já foi amplamente utilizado por vaqueiros para apaziguar os rebanhos, levá-los para as pastagens, guiá-los em longas viagens ou mesmo orientar companheiros. O documentário exibe vaqueiros que ainda conservam a memória do aboio, com uma abordagem poética da vida, do tempo e do imaginário dos homens do sertão. Além disso, o filme faz uma ligação entre a cultura popular e erudita no Brasil, por meio de entrevistas com artistas que usam referências do universo dos vaqueiros, como Naná Vasconcelos, Elomar e Lirinha (Cordel do Fogo Encantado).

O Mineiro e o Queijo – Direção de Helvécio Ratton

Documentário político e poético, conta como a técnica de produção artesanal de queijo chegou a Minas no século 18, trazida por aventureiros portugueses em busca de ouro. Hoje, quase 30 mil famílias vivem da produção do queijo artesanal em todo o estado. Feito a partir do leite cru, como os melhores queijos da Europa, o queijo minas artesanal é um patrimônio ameaçado por leis anacrônicas e pelo lobby dos grandes laticínios. O documentário coloca na tela as opiniões de produtores, pesquisadores e técnicos sobre o impasse em que está hoje o verdadeiro queijo minas.

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